10ª Edição – Escola de Verão para Atores Guillermo Heras

29 de julho – 8 agosto 2024

Sinopse

A 10ª edição da Escola de Verão para Atores Guillermo Heras, com o tema O Teatro Épico de Bertolt Brecht decorrerá de 29 de julho a 8 de agosto de 2024, no Teatro Municipal Sá de Miranda.

A Escola de Verão para Atores Guillermo Heras é uma formação intensiva dirigida a atores profissionais e estudantes de teatro que acontece em pleno palco da Sala Principal do Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo, que proporciona uma experiência de 10 dias de residência de criação, partilhados com um professorado de excelência.

A edição de 2024 conta com sessões de formação com Albano Jerónimo, Isabel Barros, Jana Pacheco, Jérôme Junod, Lukas Nowak, Ricardo Simões, Sara Belo, Teresa Coutinho.

Existem 20 vagas para participantes e 25 para assistentes, que acompanham as sessões na plateia.

Alojamento Incluído para Participantes.

Professores

Nasceu em 1979. Frequentou o Curso de Teatro em Formação de Atores da Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa. Cofundador da companhia teatronacional21.
Em Teatro trabalhou com: Luís Fonseca, Ricardo Gageiro, Fernanda Lapa, Cristina Carvalhal, Diogo Infante, João Mota, Isabel Medina, John Retallack, Tiago Guedes, Nuno Carinhas, Ricardo Pais, Nuno M. Cardoso, Rui Mendes, Beatriz Batarda, Cláudia Lucas Chéu, Nuno Cardoso, Mickael de Oliveira, John Romão, Jorge Andrade, Carlos Pimenta, Carla Maciel, entre outros.
Recentemente, foi intérprete em Quarteto (Heiner Muller), encenado por Carlos Pimenta; Pocilga (Pier Paolo Pasolini), dirigido por John Romão; Sócrates tem de morrer e a Vida de John Smith (Mickael de Oliveira), encenado por Mickael de Oliveira; Coriolano (Shakespeare), encenado por Nuno Cardoso; e O Falecido Mattia Pascal (Pirandello), com Jorge Andrade na Mala Voadora.
Estreou-se como encenador no Teatro Nacional D. Maria II – Lisboa, com Um Libreto para Ficarem em Casa Seus Anormais, a partir de Rodrigo Garcia e rescrito por Mickael de Oliveira, numa Ópera Tropical e, de seguida, com Veneno de Cláudia Lucas Chéu, em digressão por vários teatros do país.
Em Cinema trabalhou com: Luís Fonseca, José Fonseca e Costa, Raúl Ruiz, Sérgio Graciano, Marco Martins, Francisco Manso, José Farinha, Sandro Aguilar, Pedro Varela, Miguel Gaudêncio, Gonçalo Galvão Telles, Solveig Nordlund, Vicente Alves do Ó, Valeria Sarmiento, Henrique Pina, Christian von Castelberg, Luis Galvão Telles, Jonas Rothlaender, Caca Diegues, Stan Douglas, Edgar Pêra, Ciaran Donnelly, Stephen St.Leger, Tiago Guedes, entre outros.
Em televisão participou em várias novelas e séries, onde se destaca a série Vikings, interpretando Euphemius, com produção da MGM e o History Channel; e Sara, de Marco Martins, para a RTP2.
Nomeado para vários prémios, destacam-se os prémios de Melhor Ator em Anestesia, de Pedro Varela, no ShortCutz; Melhor Ator Secundário no Prémios Entertainment com Kaminhos Magnétykos, de Edgar Pêra; Melhor Ator de Cinema no Festival de Cinema Euphoria com Florbela, de Vicente Alves do Ó; Prémio Sophia de Melhor Ator Secundário em Linhas de Wellington, de Valéria Sarmiento; nomeação para Melhor Ator em Série no Festival de Televisão de Monte Carlo em Cidade Despida; nomeação para um Globo de Ouro de Teatro com Menina Júlia, de August Strindberg, entre outros.

Coreógrafa, encenadora, cofundadora do balleteatro (1983), diretora artística do Teatro de Marionetas do Porto desde 2010 e Museu das Marionetas do Porto inaugurado em fevereiro de 2013. Tem um vasto percurso de criação, no qual destaca o cruzamento de linguagens, nomeadamente dança, teatro e marionetas. É professora convidada pela Escola Superior de Educação de Lisboa, na Pós-Graduação de Marionetas e Formas Animadas, Escola de Verão Para Atores Guillermo Heras e por várias instituições nacionais e internacionais. Cedo se interessou por criar momentos de programação ligados à dança, ao teatro e à performance, privilegiando formatos transversais e alternativos e dedicando momentos para criadores emergentes. Recebeu o prémio Almada (1999) atribuído ao balleteatro, como distinção do trabalho realizado ao nível da programação. Em 2018 recebeu a Medalha Municipal de Mérito – Grau Ouro. O Porto é a sua cidade de origem, na qual desenvolve grande parte do seu trabalho, com sentido de urgência e forte dimensão social.

Licenciada em Dramaturgia e Encenação pela RESAD e Mestre em Teatro e Artes Performativas pela Univerdade Compluense de Madrid. É também licenciada em História da Arte pela Universidade Complutense de Madrid. Em 2018 estreia como encenadora La tumba de Maria Zambrano – pieza poética en un sueño – de Nieves Rodríguez Rodríguez, no Centro Dramático Nacional.
Em 2017 recebe o Apoio à Criação de Autores da Comunidade de Madrid, pelo seu texto Remedios Varo: Mujer Alquimia. Entre 2014 e a atualidade estreia o seu texto Camille, e apresenta performances em museus e instituições de diferentes países. Fez oficinas e residências artísticas, com o apoio de instituições internacionais como a British Learning Academy; Erasmus + (Londres-2016); a Fundação SGAE (Berlim 2016); o Instituto de Teatro Polaco (Varsóvia -2014).
Atualmente tem a sua própria produtora, Volver Produciones e desenvolve a plataforma de criação artística Fantasía en Acción, onde leciona oficinas de escrita criativa para crianças.
Em 2018 foi bolseira pelo Ayuntamiento de Madrid junto do realizador Diego Sabanés, ao abrigo do programa Imagina Madrid, para o desenvolvimento de um projeto de arte colaborativo.

Encenador, Dramaturgo e Dramaturgista

Jérôme Junod nasceu em 1979 em Lausanne (Suíça). Depois de estudar Filosofia, História e Indologia, bem como piano em Lausanne, estudou Encenação no Max Reinhardt Seminar em Viena. As suas produções em alemão e francês foram apresentadas em Dortmund, Erlangen, Viena, Graz, Luxemburgo, Basileia, St. Gallen, Solothurn, Genebra, Lausanne entre outros, e ganharam diversos prémios.
Junod deu aulas de Encenação no Max Reinhardt Seminar durante sete anos, bem como na Haute Ecole de Théâtre de Suisse Romande – la Manufacture, também foi encenador convidado na Universität für Musik und darstellende Kunst em Graz e ensina Análise Cénica e Interpretação no Schauspielakademie Salzburgo.
É também tradutor (Sófocles, Tchekhov, Schiller, Racine…) e autor de mais de 15 peças em alemão e francês, estreadas em Erlangen, Darmstadt, Viena, Salzburgo e Lausanne.
Desde 2021, Junod é Chefe de Dramaturgia do Schauspielhaus Salzburg, onde dirige pelo menos duas produções por temporada e desenvolve atividade junto de jovens encenadores e nas relações internacionais.

Nascido e criado em Erfurt, estudou Filosofia e Sociologia na Universidade de Potsdam e Dramaturgia na Academia de Artes Dramáticas Ernst Busch. Aqui, em paralelo com o curso, fez as suas primeiras dramaturgias. Durante seus estudos, também trabalhou permanentemente no Centro Leibniz de Pesquisa Histórica Contemporânea, Potsdam, e no departamento editorial online da Academia de Artes. É assistente de dramaturgia do Berliner Ensemble desde a temporada 2022/23. Mais recentemente, ele foi co-curador do dia temático “Ändere die Welt. Sie braucht es!” sobre a atualidade do pensamento de Bertolt Brecht e assume diversas dramaturgias de produção na temporada 2023/24.

1979, Viana do Castelo. Licenciado em Gestão Artística e Cultural. Bolseiro de Mérito Académico IPVC / DGES-MCES, em 2009/2010 e em 2010/2011. Frequentou o Doutoramento em Estudos Culturais das Universidades do Minho e de Aveiro, com Especialização em Sociologia da Cultura. Jurado convidado em Provas de Aptidão Profissional, ACE-Porto (2018) e Balleteatro (2019, 2021, 2022). Ator profissional desde 1997, fez 1 ano de formação na OficinActores – Nicolau Breyner Produções – Lisboa. Em mais de 65 criações do Teatro do Noroeste-CDV de 1997 a 1999 e de 2006 até hoje foi: ator; assistente produção e encenação; comunicação; encenador e dramaturgo residente de 2013 a 2015. Colaborou e/ou promove colaborações com: ACERT; ACTA-Algarve; Artimagem; Comuna; Escola da Noite; Artistas Unidos; Circuito Ibérico Artes EsCénicas (Espanha); CTA-Almada; CTB-Braga; Cendrev-Évora; Centro Dramático Galego (Espanha); European Theatre Convention (Berlim); Festival Mindelact (Cabo Verde); FITEI; Instituto Internacional do Teatro UNESCO (Paris/Xangai); LU.CA; Bando; Teatrão; Seiva Trupe; Teatro das Beiras; Teatro Fontenova; TEC-Cascais; TEP-Porto; Teatro Municipal do Porto; Teatro Nacional S. João; Teatro Montemuro; Teatro Nacional 21; Teatro do Vestido; e com os/as criadores/as: Carlos Avilez, João Mota, Jorge Silva Melo, Olga Roriz, Guillermo Heras, Fernando Gomes, Isabel Barros, Nuno Cardoso, Alexandra Moreira da Silva, Gonçalo Amorim, Pedro Mexia, Joana Craveiro, Albano Jerónimo, Sara Barros Leitão, entre outros/as/xs. Desde 2014, escreveu, interpretou e/ou encenou: “Cenas da Vida dos Maias”; “Enquanto Navegávamos”; “A Casa do Rio”; “24A74 – Salgueiro Maia”; “Bodas de Sangue”; “O Sonho de Pedro”; “A Estalajadeira”; “Ovos Misteriosos”; “Rottweiler”; “Mas alguém me perguntou se eu queria ir ao teatro?!”; “Noites de Caxias”; “A Noite”. Em 2017, criou o Festival de Teatro de Viana do Castelo, que dirige. É diretor artístico do Teatro Noroeste – Centro Dramático de Viana desde setembro de 2015.

Sara Belo é atriz, cantora, professora de voz e experimentalista vocal. É doutorada em Artes pela Universidade de Lisboa com a tese “A Voz como impulsionador da criação cénica — a Pré-voz como alicerce de um Teatro Vocal”. É também licenciada em Teatro (actores) pela Escola Superior de Teatro e Cinema onde é professora de voz desde 2004. Frequentou o curso de Canto do Conservatório Nacional e terminou o
mestrado em Estudos de Teatro da Faculdade de Letras, cuja tese incidiu sobre a voz do ator. Atriz e cantora de vários tipos de música (ópera, jazz, pop) trabalhou com os encenadores João Brites (Teatro O Bando), João Mota (Teatro da Comuna), João Lourenço (Teatro Aberto), Jorge Silva Melo (Artistas Unidos), Carlos Pessoa (Teatro da Garagem), Cláudio Hochman (Teatro da Trindade) e com os compositores/maestros Eurico Carrapatoso, João Paulo Santos, Pedro Carneiro, Carlos Marecos, Eduardo Paes Mamede. Tem tido uma colaboração frequente com os compositores Jorge Salgueiro, tendo participado em diversas obras/ óperas suas tais como Quixote, Saga, Salto, Quarentena, Almenara e com Daniel Schvetz com quem gravou um CD Canção de Vidro lançado em Bruxelas em Setembro de 2017. Como experimentalista vocal realizou diversos trabalhos nomeadamente no duo aCorda com Rizumik (prémio Jovens Criadores 2008 pelo CPAI) e a sua primeira criação em 2014 — MAGMA, solo vocal — no Teatro Meridional. Em 2022, foi Beatriz (como atriz/cantora) no último espetáculo a partir trilogia de Dante, Paraíso, encenada por João Brites (Teatro O Bando) , com música de Jorge Salgueiro, estreada no Teatro Nacional D. Maria II. Neste momento integra, como cantora e atriz, o elenco de Orpheu com texto original de Hélia Correia, dirigida pelo coreógrafo Pedro Ramos e a Ordem do Ó, estreado em 2023 e o espetáculo Dionysos, estreado em 2024, pelos mesmos autores.

Nasceu em 1988 e é atriz, criadora e dramaturga. Fez a École des Maitres 2016, edição orientada por Christiane Jatahy. Criou SOLO (2021), DISTANTE, de Caryl Churchill (2021), O ETERNO DEBATE (2020), A LEVEZA DAS COISAS – um espectáculo radiofónico (2020), WAYS OF LOOKING (2017), entre outros. Como atriz, trabalhou com Christiane Jatahy, Rogério de Carvalho, Ricardo Neves-Neves, Raquel Castro, Maria João Luís, Maria Duarte, Companhia Os Possessos, SillySeason, entre outros. Foi assistente de encenação de Gus Van Sant, Tiago Rodrigues, Faustin Linyekula, Natália Luiza e Beatriz Batarda. É coordenadora do Clube dos Poetas Vivos no Teatro Nacional D. Maria II.

Preço de Inscrição

Participantes: 200€
Assistentes: Gratuito

Prazos

Candidaturas – até 5 de julho
Resultados – 8 de julho

Nº de Vagas

Participantes – 20
Assistentes – 25

Horários

10h30 – 12h30
14h30- 16h30
17h00 – 19h00

Data

29 de julho a 8 de agosto de 2024

Organização

Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana