Escola de Verão para Atores Guillermo Heras 2026

22 – 27 junho 2026

Tema

O Teatro de Tiago Rodrigues

Dirigida a intérpretes profissionais e estudantes de artes performativas, a edição deste ano é dedicada ao tema “O Teatro de Tiago Rodrigues”, em regime de residência aberta, proporcionando uma experiência intensiva de partilha criativa, pensamento e experimentação, no centenário Teatro Municipal Sá de Miranda,

Plataforma de qualificação artística para profissionais das artes desde há 12 anos, a Escola de Verão para Atores Guillermo Heras é aberta a participantes nacionais e estrangeiros, disponibilizando tradução simultânea em inglês. A inscrição é limitada a 20 vagas e inclui alojamento gratuito durante 7 dias em Viana do Castelo.

Há ainda 50 vagas para assistentes, sem direito a alojamento, mas que poderão inscrever-se gratuitamente para assistir às sessões de trabalho a partir da plateia do Teatro Sá de Miranda.

Professorado 2026

António Fonseca, Ator e Pedagogo

Alexandra Moreira da Silva, Investigadora e Docente da Universidade Sorbonne – Paris III

Fran Nuñez, Diretor Artístico do Centro Dramático Galego

João Henriques, Investigador e Docente da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa

Ricardo Simões, Diretor Artístico do Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana

Rui Horta, Fundador d’ O Espaço do Tempo

Tiago Rodrigues, Diretor do Festival d´Avignon

Mentor

Nasceu em Madrid, em 1952. Formado pela Real Escuela Superior de Arte Dramática e Danza (Madrid) em 1974, iniciou a sua atividade teatral no teatro independente integrando o Grupo Tábano, do qual foi ator e encenador durante nove anos (1974-1983). Em 1982, foi um dos promotores decisivos para a formação da Asociacion de Directores de Escena de España (n.t. associação de encenadores de Espanha), juntamente com Juan Antonio Hormigón e Ángel Fernández Montesinos, em cujo conselho de administração desempenhou funções em diversos cargos ao longo dos anos, e da qual foi Presidente desde 2020 até à sua morte. Em 1984, assumiu a direção do Centro Nacional de Nuevas Tendencias Escénicas, unidade criada pelo Ministério da Cultura de Espanha. A partir daí, e durante quase uma década, Guillermo Heras deu oportunidades a um grande número de autores, muitos em início de carreira, apresentou alguns dos títulos mais estimulantes da dramaturgia europeia do momento, acolheu companhias emergentes, promoveu linguagens cénicas inovadoras e optou por um repertório distante dos cânones convencionais. Nos seus objetivos enquadrou com destaque a promoção da dança contemporânea e abriu espaço para a ópera atual, reforçando linhas interdisciplinares de apoio para a sua criação e fazendo do CNNTE uma referência nas artes performativas espanholas. Em 1992, fundou e dirigiu a Muestra de Teatro Español de Autores Contemporâneos, em Alicante. Dirigiu este certame durante 29 anos consecutivos e consolidou inequivocamente o seu empenho na promoção da dramaturgia espanhola. As suas preocupações nesta área levaram-no também a ministrar workshops e seminários, alguns dos quais se afirmaram em projetos estáveis como o Teatro del Astillero, do qual foi encenador, ao lado de autores como Juan Mayorga, José Ramón Fernández, Luis Miguel González Cruz, Raúl Hernández Garrido e Inmaculada Alvear. Trabalhou durante um longo período como assessor de Dança na subdireção de Música e Dança do Ministério da Cultura. Estabeleceu também fortes laços com a cena ibero-americana, sobretudo na Argentina e no México, onde trabalhou regularmente como encenador e como professor nas áreas de encenação, dramaturgia e gestão das artes performativas. Em 2006, contribuiu para a criação do Programa Iberescena, iniciativa de cooperação entre países ibero-americanos para a promoção das artes performativas, do qual foi coordenador da Unidade Técnica durante treze anos, até 2018. Ao longo da sua vida, dirigiu mais de 60 espetáculos profissionais, escreveu e publicou várias peças de teatro e ensaios sobre teatro contemporâneo, assim como sobre gestão cultural, de que foi professor na Universidade Complutense de Madrid. Entre os prémios que recebeu, destacam-se o Prémio Nacional de Teatro em 1994, o Prémio da Crítica Ciutat de Valencia (Temporada 92-93), o ADE de cenografia em 1994, o Prémio Lorca do Conselho Provincial de Granada em 1997, o Sapato Vermelho da Associação de Profissionais de Dança (2003) e o Prémio Francisco Nieva para textos teatrais, que ganhou por duas vezes, em 2015 e 2020.

Em Portugal, no Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, Guillermo Heras dirigiu Édipos (2000); Cartas de Amor a Staline (2002); Boyzeca, um Soldado em Abril (2003); Pequenas Peças Desoladas (2015); Bodas de Sangue (2016) e Hantígona (2021). No âmbito da sua colaboração com a Companhia, mormente desde 2013, levou a cabo uma colaboração próxima de promoção das artes cénicas em Viana do Castelo através da participação e/ou colaboração em diversos projetos e iniciativas de criação e formação artística da Companhia, tendo aceitado ser seu Consultor Artístico a partir de 2015, ano em que propôs ao Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana a criação da Escola de Verão para Atores, iniciativa que mereceu o apoio e parceria da Câmara Municipal de Viana do Castelo e que Guillermo Heras dirigiu anualmente, sempre em julho/agosto, num encontro de formação para profissionais, estudantes e curiosos de teatro que trouxe a Viana do Castelo mais de 200 profissionais e estudantes de artes performativas ao longo de 9 edições: Carlos Avilez, João Mota, Ricardo Pais, Maria do Céu Guerra, Olga Roriz, Nuno Cardoso, Isabel Barros, Gonçalo Amorim, Graeme Pulleyn, Pedro Mexia, Antonio Simón, João Henriques, Teresa Lima, Carlos Reis, Sara Belo, Mónica Calle, Magrit Coulon, Natasha Syvanenko, são algumas das pessoas que prestigiaram este encontro anual a convite de Guillermo Heras. Em 2023, por motivos de saúde, Guillermo Heras não pôde participar na sua Escola de Verão para Atores, concordando e incentivando que a mesma acontecesse conforme por ele já planificada, de resto, com a grande antecipação que colocava em todos os seus projetos. Desde logo, o Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana decidiu atribuir à Escola de Verão para Atores o nome do seu mentor que, a partir de Buenos Aires, ainda convalescente, fez um vídeo de abertura para a 9ª edição, que ele soube ter tido início já sob a nova designação de Escola de Verão para Atores Guillermo Heras. Inesperadamente, alguns escassos dias depois, Guillermo Heras faleceu, ficando para com ele o Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana com uma dívida de enorme gratidão, pela sua dádiva enquanto ser humano que, tendo amado e dedicado a sua vida ao teatro, e colaborado com tantos projetos, instituições e pessoas, teve também em Viana do Castelo um porto a que fazia questão de voltar repetidamente com genuíno entusiasmo e compromisso, numa missão de que os públicos de teatro de Viana do Castelo são hoje o melhor e mais vivo exemplo. A obra de Guillermo Heras Toledo em prol das artes cénicas do espaço ibero-americano e, particularmente, em Viana do Castelo, constituem um legado que, em conjunto com a Câmara Municipal de Viana do Castelo, o Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana vai continuar a honrar e projetar no futuro através da Escola de Verão para Atores Guillermo Heras.

Preço de Inscrição

Participantes: 200€

Assistentes: gratuito
(não inclui alojamento)

Prazos

Candidaturas até 22 de maio de 2026
Divulgação da lista dos participantes a 26 de maio de 2026

Local

Sala Principal do Teatro Municipal Sá de Miranda

Datas

22 a 27 de junho de 2026

Horários

Informações em breve

Alojamento

Informações em breve

Organização

Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana

Apoio

Câmara Municipal de Viana do Castelo
Direção-Geral das Artes

Ficha Técnica

Coordenação
Ricardo Simões

Participantes
Divulgação da lista dos participantes a 26 de maio de 2026